Quando o futebol se mistura com a falta de educação

Quando o futebol se mistura com a falta de educação
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Antes ir ao tema do título, cabe-me fazer uma rápida análise à jornada desta semana, como faço todas as semanas. Esta jornada veio dar, inesperadamente, mais emoção ao Sporting-Porto da próxima sexta-feira. Com a vitória justa do Sporting frente ao Gil Vicente, numa exibição equilibrada e de carácter, o Sporting ganhou novo fôlego para o clássico e aproveitou da melhor forma o inesperado empate do Porto contra o Boavista num jogo onde apesar de ter jogado só com 10 a partir dos 24 minutos devido à expulsão “infantil” de Maicon (inadmissível uma falta daquelas a meio-campo) tinha obrigação de ganhar. Ficam agora as duas equipas separadas por apenas dois pontos e todos aguardam por mais um excelente espetáculo de futebol que vai anteceder mais uma jornada da Champions. O Benfica sofreu a bom sofrer, jogou mal na primeira parte (mal para não utilizar palavras como péssimo ou horrível) e parecia cansado do esforço de ter jogado com 10 a meio da semana quase todo o jogo com o Zenit. Após a expulsão de um jogador do Moreirense acordou e “à bomba” embalou para uma reviravolta que lhe deu mais uma vitória e a liderança isolada do campeonato, coisa que muitos não imaginavam depois de tantos “funerais” de pré-época que foram feitos. Tudo se decide no fim e não no início.

Bom, voltando ao título, passaram-se três situações que na minha opinião em nada dignificam o futebol Português. Não gostei do antijogo protagonizado ontem pelo Moreirense, nomeadamente pelo seu guarda-redes. Sabemos que o Benfica tem mais argumentos que o Moreirense mas simular lesões constantemente não constituiu argumento de resposta ao poderio da outra equipa e este tipo de atitudes não dignificam o futebol. É preferível perder com alguma dignidade do que ganhar a todo o custo.

Não gostei particularmente do bate-boca entre Jorge Jesus e José Mourinho. São treinadores de méritos reconhecidos mas o que se passou não lhes ficou nada bem. Se a resposta sobre a questão de Talisca com o D’Artagnan foi pouco profissional por parte de Jorge Jesus (mas não deixou de ser uma resposta dentro do âmbito profissional), a resposta de Mourinho extravasou para o campo do pessoal insinuando por outros caminhos que Jesus era iletrado e “lento”. Meu caro Mourinho, quando se extravasa para o campo pessoal perdemos a razão e existem pessoas que são iletradas na gramática mas não são iletradas de carácter e acabou por ser Jorge Jesus a encerrar o assunto com algum nível. Se quiser mandar “bitaites” a outras pessoas do futebol utilize o campo profissional, deixe o campo pessoal de lado.

Por último, se por um lado, Bruno de Carvalho está a devolver algum orgulho aos Sportinguistas e tem apresentado melhorias no clube está, por outro, a ser protagonista demais e muitas vezes pelas piores razões. As declarações que proferiu sobre Manuel Fernandes, um homem que muito deu ao Sporting, são inadmissíveis e inconvenientes. Já não lhe chega disparar para os rivais, começa agora a disparar para os próprios Sportinguistas. Se quer devolver ao Sporting as conquistas do passado deve procurar um clima de união e não de divisão. Estar a atacar antigas glórias do clube por comentários que fazem e que apontam de forma construtiva o que está mal não é um bom princípio. Não concordar com opiniões é uma coisa, partir para insultos é outra completamente diferente. “Rasgue” um pouco com o excesso de protagonismo, por favor.

Autor: Ricardo Santos

Profissional da área de Marketing comprometido, dinâmico, lutador e apaixonado pelos projetos em que se insere de modo a obter grandes resultados. Gosto de trabalhar em equipa e de dinamizar pessoas. Possuo 12 anos de experiência em funções como product management e estratégia de marketing e vendas com background forte em eletrónica de consumo, tecnologia, serviços e FMCG. Neste último ano tirei uma pós- graduação em marketing digital, fiz um curso de career management e o CCP de formador.

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