Praticar Vela: Desporto, Cidadania e Humanismo Juntos

Praticar Vela: Desporto, Cidadania e Humanismo Juntos
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Praticar velaPraticar vela é fazer desporto aquático pela utilização de barcos movidos exclusivamente por propulsão à vela, ou seja, empregando apenas a força do vento como meio de deslocamento consoante a dimensão do barco e a possibilidade de residir a bordo.

Há um estudo que relaciona esta actividade de competição com a formação das crianças para a cidadania – um estudo da Universidade de Trás os Montes e Alto Douro aplicado a praticantes de vela entre os 8 e os 12 anos.

Praticar vela é sinónimo de sociabilidade, partilha, integração social, auto-estima e autonomia

Praticar vela enquanto actividade de competição, de espectáculo ou de lazer é extremamente saudável – já que proporciona aventura em ambientes de tensão agradável em um espaço de sociabilidade e de partilha de interesses comuns.

Este desporto é igualmente recomendado pela importância que assume quer na integração social como na identificação simbólica em uma sociedade cada vez mais globalizante e mediática – não esquecendo o símbolo de distinção social que representa.

Praticar vela está igualmente relacionado com um estilo de vida saudável que proporciona o desenvolvimento da auto-estima e da autonomia melhorando, nas crianças, a capacidade de tomar decisões.

O estudo demonstra que um dos aspectos mais importantes na prescrição desta actividade física em crianças dos 8 aos 12 anos é o do reforço da autonomia e da responsabilidade: praticar vela é uma das modalidades desportivas com capacidades excelentes para
veicular as necessidades sociais na actualidade em que vivemos pois proporciona
 diferentes níveis de sociabilidade e de inclusão social.

Praticar desporto é, antes de mais, aceitar as regras fundamentais: o humanismo

Qualquer prática desportiva assenta em regras fundamentais. No caso de praticar vela poderá consultá-las neste site, nomeadamente as questões de segurança que, para além da obrigatoriedade do uso de equipamento salva-vidas e flutuação pessoal, obriga todo e qualquer praticante a “… prestar toda a assistência possível a qualquer pessoa ou barco em perigo.” em prejuízo do resultado da competição.

Trata-se de perceber que praticar vela é também colocar os valores humanos antes dos competitivos, o que implica que os resultados desportivos assentem em pressupostos humanistas pela valorização de princípios de ética e moral contribuindo, desta feita, e decisivamente, para a formação das crianças para a cidadania.

No que concerne ao crescimento e ao desenvolvimento sabe-se que qualquer actividade física, praticar vela em particular, é importante para o ser humano. Conforme refere este livro, “Sabe-se que a educação do esquema corporal, indispensável à vida normal do homem, acontece precocemente, através da estruturação do tempo e espaço. A criança vai-se desenvolvendo graças à motricidade, que vai modificando e organizando intimamente o seu sistema nervoso. Deste modo, constatamos que o exercício físico tem um papel de destaque no desenvolvimento e crescimento da criança podendo ser considerado, em traços largos, como um contributo fundamental para formas de pensamento, visto que é através dele que é possível a aquisição das noções de espaço.”

Todo o estudo académico referente à prática de vela pode ser analisado aqui.

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Autor: olinda de freitas

Produtora de conteúdos textuais freelancer. Com paixão e alhos.

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